“Sonhei que eu era um cordeirinho
Que tocava o meu sininho
Bem no dia de Natal
E alegrava o pessoal.
Acordei, rapidamente,
Que peninha! ...
Nasci gente!”
Cantiga de natal composta por aquele que se diz meu pai,
“Sonhei que eu era um cordeirinho
Que tocava o meu sininho
Bem no dia de Natal
E alegrava o pessoal.
Acordei, rapidamente,
Que peninha! ...
Nasci gente!”
Cantiga de natal composta por aquele que se diz meu pai,
Queria provocar-te
Incontrolável vontade de ter-me.
Poder despertar-te
Da saliva dos beijos meus
Insaciável sede.
Desejava causar-te
Desesperada vontade de ver-me.
Sobre o meu colo acalmar-te
E deixar o meu corpo guiar-te
Rumo ao prazer incomum
De juntos, sermos um.
Leandra Vianna
Viveu e amou
Com a pureza d’alma
Sentiu saudade
Até perder a calma.
Em falsos abraços,
Buscou o prazer
Quando a solidão
Fez sofrer.
Seus calorosos beijos
Provocaram desejos
E excitações,
Nunca amores
Nem paixões.
Chorou de alegria iludida
E sorriu, da dor ferida
Por não ter amor,
Murchou em vida.
Seu coração,
Que já não pulsa,
Reflete ausências
E lágrimas expulsa.
Aqui jaz
Feliz, jamais.
Dor cruel, me fez coitado.
Inexiste dor pior
Se o meu corpo sente ainda

Paixão, sentimento que entorpece,
Tormento que “emburrece”
Vão momento que entristece
A quem dela se envaidece.
Apaixonar: verbo que se quer intransitivo.
Que assim impeça de nas curvas derrapar
E na longa estrada se perder,
Sem amor para guiar.
Paixão, disfarçado perigo,
Sonho emocional de desejo enlouquecido,
Expresso em sussurros ao pé do ouvido.
Existisse no mundo paixão inteligível,
Não seria fantasia entorpecente,
A febre doente far-se-ia tangível.
Leandra Vianna
