Se o meu corpo sente ainda A falta do calor do teu...
É que minha boca, insana,
Jamais te esqueceu.
Enquanto minha pele
Reclama um carinho seu,
Minh'alma, em silêncio,
Clama pra que sejas meu.
Aquele olhar que me engana
Desapareceu,
Quando o toque
Das suas mãos profanas
Meu corpo estremeceu.
A sede sêca de saudade
Morre na eterna esperança
Do beijo que não deu.
Vaga, em prantos, o meu coração
A procurar o seu
E a sofreguidão que o inflama
É problema meu...
O tempo tenta juntar os cacos
Do que em mim morreu.
A dor de amar
A quem não ama
Já me enlouqueceu.
Leandra Vianna

